sábado, 19 de maio de 2012

Bebê gordinho não é sinal de saúde

Pesquisa feita por equipe da Universidade de Maryland (EUA) mostra que, para a maioria das mães, criança gorda é criança saudável. Elas estão enganadas.

 

Um bebê roliço, de bochechas rosadas, dobrinhas por todo o corpo e pezinhos como pãezinhos enche os olhos da mamãe e é o orgulho do papai. Pois é... Apesar de tudo o que já foi dito e escrito sobre os perigos da obesidade infantil, para a maior parte dos pais, criança gorda é criança saudável. Em um artigo publicado na mais recente edição da revista científica Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, revelam quão enganadas estão as mães quando o assunto é o peso de seus rebentos. Foram acompanhadas 281 mulheres, com filhos entre 12 e 32 meses. Para começar, a maioria teve dificuldade para definir quanto os bebês pesavam. As que mais erraram foram justamente as mães das crianças obesas. E, pior, 81,7% delas estavam satisfeitas com a compleição física dos pequenos — como se o acúmulo de tecido adiposo fosse uma espécie de atestado de saúde e bons tratos. Não é assim. Lê-se na conclusão do trabalho de Maryland: "Os hábitos alimentares são influenciados pela percepção materna do tamanho das crianças. Impressões equivocadas podem levar a comportamentos inapropriados em relação à alimentação".
O excesso de peso antes dos 5 anos tende a se estender pela adolescência. E o risco de uma criança gorda se tornar um adulto obeso aumenta exponencialmente quanto maior for a demora para controlar o problema. Aos 10 anos, esse perigo chega a 80% (veja o quadro ao lado). Atualmente, a obesidade infantil atinge 16,6% dos meninos brasileiros com idade entre 5 e 9 anos e 11,8% das meninas na mesma faixa etária. Em meados da década de 70, os índices eram, respectivamente, 2,9% e 1,8%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Tornam-se frequentes nos consultórios dos pediatras crianças vítimas de problemas típicos dos adultos, como colesterol alto, hipertensão e diabetes tipo 2", diz Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital São Luiz, em São Paulo. A obesidade infantil pode antecipar em dez a vinte anos a manifestação de doenças cardiovasculares.
A maioria das crianças obesas está nessa situação em decorrência de um estilo de vida totalmente inadequado. Elas comem de mais, especialmente gordura saturada e açúcar, e se exercitam de menos. A obesidade infantil se faz em casa — e começa a se desenhar na gravidez, com os hábitos alimentares da mãe. O ser humano tem um apreço natural pelos sabores adocicados. Com 24 semanas de gestação, os fetos já conseguem distinguir diferenças de sabor no líquido amniótico — e dão preferência aos mais docinhos. Um dos estudos mais fascinantes sobre o assunto foi feito no início dos anos 2000 por pesquisadores da Universidade da Filadélfia, nos Estados Unidos. Eles dividiram 46 grávidas em três grupos. O primeiro tomou suco de cenoura durante a gestação. O segundo, somente na amamentação e o terceiro não recebeu o líquido. Quando chegaram à idade de receber alimentos sólidos, os filhos das mulheres dos dois primeiros grupos foram mais receptivos a um cereal com sabor de cenoura. Conclusão: o paladar infantil começa a se formar bem cedo. "A partir dos 2 anos, quando o apetite dos pequenos naturalmente diminui, os pais devem incentivá-los a experimentar novos sabores", diz Virgínia Weffort, presidente do departamento de nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Afinal, como defendem os nutricionistas, em um adágio clássico, come melhor quem come de tudo, com variedade.

Fonte: Revista Veja

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Até quando é normal fazer xixi na cama?

A enurese noturna, que nada mais é que o ato da pessoa fazer xixi na cama, é um fato cotidiano na vida de crianças de 0 a 5 anos de idade. A enurese noturna pode inclusive afetar pessoas na adolescência e, em casos raros, na fase adulta, caso não tratado corretamente. Aproveitando o tema em questão, a primeira pergunta que vem à cabeça de cada nove entre dez pais é a seguinte: por que a criança muitas vezes não consegue controlar a vontade de urinar enquanto dorme?
Acontece que até mais ou menos os três anos de idade o queridinho da família ainda não tem o completo desenvolvimento da micção, ação responsável pela coordenação dos órgãos do sistema urinário. Logicamente a formação varia conforme a criança, entretanto, somente a partir dos 5 anos ela já possui o controle diurno da micção. A enurese noturna é mais comum em meninos (três casos para cada um do sexo feminino).
O hábito de fazer xixi na cama passa a ser encarado de forma mais preocupante após o quinto ano de vida, fase em que a criança já devia ter maior controle da micção. A causa da enurese noturna pode estar relacionada a problemas psico-sociais, como crises na família (separação dos pais, brigas, medo ou falta de atenção); hereditariedade (pais que na infância também tiveram problemas semelhantes) e problemas na bexiga (instabilidade vesical e outras disfunções anatômicas).
A médica residente em pediatria do Hospital Guilherme Álvaro, de Santos/SP, Marcellina Basseto explica que os pais devem estimular desde cedo o filho a ter maior controle miccional. A especialista afirma que é fundamental que os pais exponham à criança os transtornos causados pela enurese noturna, ilustrando o pensamento de maneira educativa e nunca de forma repreensiva. "O pai deve ter calma ao conversar com o filho, procurando saber se existe algum problema que o afeta. O nervosismo na conduta pode deixar a criança ainda mais angustiada, podendo atrapalhar em vez de ajudá-la a melhorar", informa.
Como controlar o pipi durante o sono - A profissional destaca alguns exercícios simples que contribuem para a conscientização e desenvolvimento voluntário da micção. A primeira delas é levar a criança para urinar e, durante o ato, interromper a micção por alguns segundos para, em seguida, fazer com que ela volte a fazer xixi. A atividade exercita o músculo da bexiga conhecido como esfíncter, que controla a perda urinária.
Outra recomendação é fazer um calendário, onde os pais, com a participação da criança, anotam os dias em que a criança ficou sem urinar na cama. Uma terceira iniciativa visando controlar a "torneirinha" durante o sono é fazer com que a criança, acompanhada do pai ou da mãe, lave o lençol e o pijama molhado pela urina, mesmo que seja de mentirinha (roupas previamente lavadas). Nesses dois últimos casos citados, o estímulo à conscientização por parte da criança é o principal objetivo desejado.
"Ao término de cada atividade, os pais devem dar uma prenda ao filho como recompensa pela sua participação com sucesso. A atitude estimulará a seguir suas lições corretamente", completa Marcellina Bassetto.

Fonte: www.guiadobebe.com.br

Criança que leva tudo à boca

Essa é uma fase pela qual todos os bebês passam. Os pais não devem impedi-la apenas monitorar o comportamento para evitar riscos.

Bebê colocando o brinquedo na boca - Chubykin Arkady / Shutterstock
A boca significa para os bebês muito mais do que simplesmente a entrada dos alimentos. É pela boca que o bebê começa a conhecer o mundo. Por isso o aleitamento no peito é muito importante, assim como colocar as mãos, dedos, pés e objetos na boca.
“A boca é o centro das maiores e melhores experiências nos primeiros meses de vida”, afirma o médico Marcus Renato Carvalho.
Parece que nesta fase de vida a criança tem um imã na boca. Tudo ela leva à boca.
Os pais não precisam se preocupar se até os dois anos de vida a criança levar dedos ou mãos à boca. É preciso que eles fiquem atentos se o objeto levado à boca não machuque, seja macio e limpo, não possa ser engolido e não traga riscos ao bebê.
É muito importante que a criança tenha essa fase de usar a boca para “conhecer” as coisas. Os pais não devem ser extremamente radicais, impedindo tudo que a criança leve à boca.
Reprimir ou impedir que a criança use a sua boca como conhecimento do mundo pode até causar efeito contrário, prolongando a fase de experimentação oral. Essa fase normalmente desaparece naturalmente até os dois anos de idade.
Chupetas - Ortodontistas constataram que 60% dos adultos que usam aparelho nos dentes chuparam chupetas e 20%, o dedo. Esses hábitos deformam a arcada dentária e entorta os dentes quando permanecem após os 2 anos de vida.
Bebês que sugam o peito da mãe têm a sua necessidade de sucção mais satisfeita, diminuindo os riscos de fixarem maus hábitos orais, como chupar dedos ou chupetas.
Já os pequenos que fazem uso da mamadeira sentem maior necessidade de sugar, já que na hora de retirar o leite pelo bico da mamadeira não precisam sugar e, sim, só deixar o leite escorrer para a boca, não satisfazendo sua vontade de sugar.
Sugar é uma necessidade. A boca do bebê serve também para conhecer o mundo em que vive. Se os pais acham que esse hábito já está sendo prejudicial, procure o pediatra, fonoaudiólogo ou ortodontista para uma melhor avaliação.

Fonte: www.guiadobebe.com.br

Consumo de café reduz risco de câncer de pele


Chances te ter a doença reduzem 20% em mulheres e 9% em homens

De acordo com um estudo apresentado na Associação Americana para Pesquisa do Câncer, em Boston (EUA), quanto mais café se consome, mais se reduz o risco de basalioma - forma mais comum de câncer de pele.

A pesquisa foi feita com dados de dois estudos, um com 72.921 participantes entre 1984 e 2008 e o segundo com 39.976 pessoas entre 1986 e 2008.

Segundo os autores do estudo, as mulheres que bebem mais de três xícaras de café reduzem em 20% o risco de desenvolver o câncer, em comparação com aquelas que consomem pouco ou nenhum café. Já nos homens, o risco de desenvolver câncer de pele reduz apenas 9% com o consumo de três xícaras de café por dia.

Os pesquisadores afirmam que fatores alimentares, como o consumo diário de café, podem ter um grande impacto na saúde pública, já que, só nos Estados Unidos, há um milhão de novos casos de basalioma diagnosticados a cada ano. 
Acerte na dose e faça do café aliado da sua saúde
Que gosto tem o Brasil? Se você nem parou para pensar e já disse café, acertou em cheio. O consumo desta bebida é o grande destaque na mesa dos brasileiros, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, finalizada em julho de 2011 - nem a mesmo a dupla formada por arroz e feijão é capaz de desbancar as xícaras com aroma de fazenda.

As dúvidas sobre o assunto, no entanto, às vezes tornam a pausa para o cafezinho num dilema. Medo de perder o sono, interferência da cafeína nos resultados do treino e até associação da bebida com o surgimento de algumas doenças estão entre as polêmicas. "Existem muitas pesquisas sobre o assunto e algumas trazem resultados conflitantes", afirma a endocrinologista Claudia Chang, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

O único consenso, por enquanto, estabelece a quantidade máxima recomendada por dia: de 300 a 400mg de cafeína, equivalentes a três ou quatro xícaras médias de café coado, ou a metade disso na versão expressa, que é mais concentrada. Limitando-se a essa dose, você aumenta suas chances de potencializar os efeitos positivos do café sem sofrer com os eventuais riscos dos exageros. Veja abaixo relações recentes que os pesquisadores descobriram entre o delicioso café e a saúde de quem não abre mão deste prazer. 
 1) O café pode proteger contra o câncer?
As pesquisas divergem sobre o assunto. Mas há estudiosos já totalmente convencidos de que o café é capaz de proteger contra câncer de fígado, rim, colo-retal e câncer de mama no período da pré-menopausa. "O café é rico em antioxidantes, substâncias que promovem a renovação celular e ajudam o organismo a combater doenças, incluindo o câncer", afirma a endocrinologista Claudia Chang.

2) Cafeína acelera o ganho de massa muscular?
A cafeína acelera a perda de gordura, e não o ganho de massa muscular. Isso acontece porque o café é uma bebida termogênica, ou seja, tem capacidade de aumentar o metabolismo basal e obrigar o corpo a gastar mais energia. Segundo o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia, a cafeína também diminui a fadiga e melhora o rendimento do atleta. "Graças ao aumento de disposição, o aluno treina mais pesado e ganha mais massa muscular", explica o médico.

3) Café ajuda na prevenção do Alzheimer?

Já foi comprovado que a cafeína age como protetora do organismo contra o Alzheimer e outras demências. A explicação para o feito ainda não é clara: por enquanto, a ação antioxidante e anti-inflamatória da bebida competem pela atenção dos cientistas. Mas há outra hipótese sendo testada: a cafeína estimularia a produção e a renovação do líquor, liquido que irriga o cérebro. "Conforme a idade avança, a produção deste líquido diminui. Com isso, as substâncias tóxicas demoram mais tempo para serem eliminadas e podem surgir danos no cérebro", explica a endocrinologista.

4) O café pode ajudar a prevenir doença de Parkinson?
O consumo médio de três xicaras de café por dia diminui a incidência de Doença de Parkinson. "Isso ocorreria porque a bebida tem substâncias neuroprotetoras, que retardam a degeneração cerebral causadora da doença", explica a endocrinologista Claudia Chang.

5) O café pode ajudar a prevenir depressão?
O consumo de cafeína diminui a inflamação na área do cérebro responsável pelas emoções, problema relacionado à depressão. "O café contém boas doses de ácido clorogênico, substância de conhecida ação anti-inflamatória, também encontrada em vegetais amarelos ou avermelhados, como tomate, cenoura, pimentão, abacaxi e morango", afirma a endocrinologista da SBEM.

O nutrólogo Roberto Navarro explica que pessoas mais predispostas à depressão por queda de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina (responsáveis pela atenção, cognição e bem-estar mental) têm uma aliada na cafeína. "A cafeína aperfeiçoa a ação desses neurotransmissores", afirma o especialista. "Mas é preciso ter cuidado com a dose, porque o excesso está associado à ansiedade".

6) Qual a relação do café com o diabetes?
O consumo de cafeína está relacionado a uma menor incidência de diabetes, de acordo com estudo recente do Departamento de Nutrição de Harvard. O café, consumido logo após as refeições, diminui a absorção da glicose pelo organismo. "Além disso, a cafeína leva ao aumento dos níveis circulantes de uma proteína chamada SHBG, que reduz o desenvolvimento de diabetes tipo 2", diz o nutrólogo.

7) Café é capaz de prevenir doenças do coração?
Sim, provavelmente por conta de seu efeito anti-inflamatório, que deixa as veias livres para o sangue circular. Mas atenção: a proteção cai por terra caso o consumo de café ou outras substâncias ricas em cafeína (como chá mate, chá preto e refrigerantes de cola) alcance mais de 800mg/dia cafeína.

8) O café interfere nos níveis de colesterol?
Os especialistas orientam evitar o consumo do expresso, que possui cafestol, capaz de elevar os níveis de colesterol - essa substância sequestra os receptores do intestino responsáveis por manter essas taxas estáveis. Quando o café é coado, essas substâncias ficam retidas no filtro de papel e o efeito é cortado.
 9) Crianças podem tomar café? E gestantes?
As crianças podem tomar café, desde que não ultrapassem 45mg/dia (cerca de meia xícara). O sistema neurológico infantil é mais sensível e o excesso de cafeína pode prejudicá-lo. "Mas, mantido este cuidado com a quantidade, o café pode aumentar a concentração e a disposição mental, ajudando crianças com déficit de atenção", afirma o nutrólogo. Embora o consumo de cafeína não esteja relacionado à má formação ou retardo do crescimento uterino, o ideal é que a gestante não consuma quantidades muito altas de cafeína, sendo o limite seguro de 300mg/dia, isso por que o consumo excessivo de café pode levar à perda de peso da gestante e do feto.

10) Café realmente tira nosso sono?
Sim. Isso acontece por que o consumo de cafeína bloqueia a ação de um componente químico do cérebro, que determina a necessidade de sono e desperta a vontade de dormir. "Os efeitos da cafeína persistem por quatro a seis horas após o consumo. É preciso ter isso em vista para que uma xícara de café não se transforme em gatilho para a insônia", afirma a endocrinologista. 

Fonte: Yahoo.com

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O mistério dos cabelos brancos

Os cabelos grisalhos fazem parte do processo de envelhecimento e se devem à redução progressiva da função do melanócito. Isso causa diluição gradual do pigmento ao longo dos fios, do normal ao branco, e de um fio para outro: esse processo é chamado de encanecimento. Quando restam poucos melanócitos, ou nenhum, no folículo piloso, o fio parece branco.
A cor branca observada na ausência de melanina é causada pelo reflexo e refração da luz no cabelo; na verdade, o fio é incolor. Examinados de perto, os cabelos grisalhos costumam mostrar uma pequena porcentagem de fios brancos em meio a um maior número de fios pigmentados escuros normais.
 
1 - A idade em que os cabelos brancos começam a surgir é determinada pela genética, sendo, em média, entre 35 e 45 anos.
2 - O encanecimento prematuro foi definido como o início antes dos 20 anos em pessoas brancas e 30 anos em negros.
3 - Acredita-se haver uma base genética e isso freqüentemente está associado a distúrbios auto-imunes, como a anemia perniciosa e a doença da tireóide.
4 - Algumas pessoas têm áreas localizadas de fios brancos, por causa da ausência de melanócitos ou da deficiência na função dos folículos.

Fonte: Yahoo.com.br