sexta-feira, 29 de julho de 2011

HIPERTENSÃO: NO FATOR TEMPO.

A pressão tende a subir com os anos. 
Mas é bom que se diga: hipertensão,
hoje é um problema que não olha idade.
A fórmula sedentarismo mais dieta não balanceada e cheia de calorias não resulta apenas em quilos extras, ela é a culpada pelo crescimento espantoso de casos de hipertensão na infância. Estima-se que 5% da criançada brasileira tenham pressão alta. Aí, na maioria das vezes, a saída é clara: emagrecer. Estudos mostram que abaixar o ponteiro da balança significa abaixar, também, o do medidor de pressão. E isso, por sua vez, é a garantia de um futuro saudável. Porque, sim, a pressão de todos nós, por mais baixa que seja, tende a se elevar com o tempo. É inexorável. Se ela está alta desde cedo, vai longe. Então, quanto mais começarmos a praticar exercícios e adotarmos bons hábitos à mesa, dando preferência a alimentos que ajudem a manter a pressão nos eixos, tanto melhor.
A partir dos 3 anos de idade, principalmente para os pequenos gorduchos, já é necessário medir a pressão. Claro, os valores normais para uma criança são diferentes daqueles para adultos. O pediatra precisa consultar uma tabela, que considera a estatura, o peso e o sexo antes de chegar a qualquer conclusão. É deve usar um medidor adequado ao tamanho do paciente. Existem até mesmo bebês hipertensos. Mas ai são aqueles casos mais raros de quem já nasce com um estreitamento BA aorta – principal artéria do corpo humano -, congestionando o tráfego do sangue.
Uma curiosidade: tudo indica que o baixo peso ao nascer um seja fator de risco para a pressão alta. O fato é que, para qualquer criança, a prevenção começa no berço, ou melhor, no peito. O aleitamento materno afasta a ameaça de hipertensão nos anos seguintes e disso ninguém duvida. Essa relação já esta bem estabelecida por inúmeros estudos científicos, embora nenhum deles tenha conseguido até o momento elucidar os mecanismos de ação do leite materno diretamente sobre os sistema de vasos dos pequenos. Não custa lembrar que a amamentação se torne ainda mais importante para os filhos de hipertensos, fortes candidatos a desenvolver o mesmo problema.
E nem mesmo quem tem pressão normal – os médicos, chamamos essas pessoas de normotensas – pode relaxar de vez, achando que nasceu com sorte ou algo assim. Para se ter idéia, a partir dos 65 anos aumentam em 50% as chances de surgir a hipertensão. Em qualquer individuo, é preciso frisar. O estilo de vida ao longo da juventude ajuda a determinar as novas medidas da pressão na maturidade.
A alimentação, sem sombra de duvida, tem um grande papel nessa historia. Vamos pegar por exemplo dos índios ianomâmi, que pareciam estar longe do perigo da pressão alta. Há 40 anos eles praticamente não punham sal na boca, um ianomâmi consome cerca de 100 vezes mais ingredientes do que no passado. E o preço é salgado: se antes esse povo nunca apresentava pressão alta, nem sequer na mais avançada idade, hoje já encontramos diversos casos de hipertensão entre índios sexagenários.
O tabagismo é outra maneira de caminhar no sentido da hipertensão. Se o sujeito passa a vida fumando, os pobres vasos sanguíneos sofrem um estresse abusivo. O endotélio, sua parede interna – lembra-se? -, deixa de produzir substancias protetoras. E esses tubos de circulação perdem parte da capacidade de se dilatar.

NEM TODO IDOSO É HIPERTENSO!
Apesar de a pressão sempre aumentar um pouco com a idade, não significa que todos com mais de 65 anos são hipertensos. Até porque tudo depende do ponto de partida, ou seja, de como andou a pressão na juventude. Mas há casos interessantes de pseudo-hipertenso – e provavelmente você nunca ouviu falar disso.
Conforme o tempo passa, há um enrijecimento natural das artérias. O coração, então, tem que bater com mais vigor para vencer a resistência dos vãos endurecidos. Se a pressão arterial é medida e os valores alcançam até 18 por 9. Isso, porém, pode não passar de impressão, porque o que acontece dentro dos vasos é outra historia.
A prova dos nove em casos assim seria verificar a pressão dentro da artéria por meio de cateter – ou seja, seria submeter o paciente a uma punção da artéria. É um exame invasivo que necessita de anestesia local – e por isso mesmo muitos sentem medo. Mas pode valer a pena. Por causa de uma falsa hipertensão, muitos idosos tomam medicamentos sem a menor necessidade. E, pior, com freqüência acabam com aqueles sintomas de pressão baixa em decorrência desses remédios – moleza, indisposição e sonolência, entre outros. A qualidade de vida vai para o espaço e eles passam boa parte do tempo sentados ou deitados, prostrados.

Fonte: Saúde é vital.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

CORAÇÃO.

A máquina que nunca pára.

Ele pesa o mesmo do que um mamão papaia, ou seja, de 80 a 300 gramas. Seu formato, porém, lembra mais o de uma jaca, apesar de não medir mais do que uns 8 centímetros de largura por 12 de altura. E sua função é ser um grande fornecedor. O coração trabalha incessantemente para fornecer ao organismo todo oxigênio e uma série de substancias de que ele precisa para manter cada uma de suas células. Nenhum canto do corpo funcionaria direito sem essa prestação de serviço. Para isso, o mais famoso dos nossos músculos funciona como uma espécie de bomba, enviando sangue para todos os lugares. São de 60 a 80 pulsações por minuto. Portanto, em um único dia somam-se cerca de 100 mil batimentos. E cada um deles irriga do topo da cabeça até a ponta do pé, em um ciclo que só dura um ínfimo segundo.
O próprio coração é um dos que mais requerem sangue. Afinal, seu trabalho é duro e ele precisa esta muito bem oxigenado. O músculo cardíaco, também chamado miocárdio, é repleto de vasos para atender sua demanda. Ele se divide em câmaras, que são chamadas de ventrículos e átrios. Do lado esquerdo, onde a batida é mais forte, o sangue sai cheio de oxigênio para a longa viagem pelo organismo. O lado direito não é assim tão possante. Dali o sangue, que já circulou e descarregou seu oxigênio pelo corpo inteiro, vai para os pulmões, onde será novamente oxigenado. Esse entra-e-sai dá certo graças a um conjunto de vasos dos mais diversos calibres – como aorta, que impressiona com seu diâmetro de até 3 centímetros, praticamente o mesmo de uma banana-ouro. Há ainda as válvulas que regulam a passagem sanguínea.
RITMO ACELERADO.
O curioso é que, ao contrario de outros órgãos, o coração não depende totalmente das ordens cerebrais para trabalhar. Pode bater isolado, até fora do peito. Mas sofre, sim, influência do sistema nervoso autônomo, que envia mensagens para ele não sair do compasso adequado. Um grande susto, por exemplo, pode fazê-lo disparar. É a famosa taquicardia, que em principio só aparece para nos preparar para o perigo. É como se a ordem do cérebro fosse: pegue o touro ou fuja dele, só não fique ai parado! E, como os músculos precisam de muito oxigênio para botar as pernas para correr, só há uma saída: acelerar o coração.
A palpitação nada mais é do que o resultado de um jorro de substancia, as catecolaminas, grupo do qual fazem parte as famosas adrenalina e noradrenalina – já ouviu falar delas? E ambas talvez sejam a chave para entender o porquê de o coração simbolizar o receptáculo dos sentimentos humanos.
Quando deparamos com alguém muito querido ou vivemos um momento muito desejado, há liberação de catecolaminas. Elas não só provocam a palpitação, como fazem suar as mãos. Para completar, causam aquele frio na barriga. Quer melhor descrição do que essa para a paixão? Por outro lado, existem mesmo pessoas com um “coração de pedra”, cujo peito parece estar alheio à atividade da noradrenalina e da adrenalina.
Foi essa intima relação com as pessoas que fez o músculo cardíaco chamar a atenção do homem há milhares de anos. Relatos dão conta de uma figura encontrada na Índia e datada de 6 mil anos que retrata uma mulher com o coração transpassado por uma flecha.
Seria a deusa do amor. O cupido da mitologia grega antiga também mira... o coração!
Na Idade Média, o que predomina é o elo do músculo cardíaco com o sentimento da fé. Não faltam imagens do coração de Cristo envolto em espinhos para representar seu imenso sofrimento e o de Maria – a pureza – circundado de rosas.
No século XIX o artista norueguês Edvard Munch (1863 – 1944) pintou A Separação. A tela mostra a angustia de um homem depois de perder sua amada, com o sangue inundando o peito e criando uma dolorosa imagem da distancia. Mas, para mim, essa figura também representa muito bem a angina, a dor que precede o infarto, quando o músculo cardíaco reclama por falta de oxigênio. Pode ser ou não fatal. Faz mais de 17 milhões de vítimas ao redor do mundo todos os anos. Não precisava ser assim!
As emoções ditam o ritmo do coração.
 Sustos, alegrias e paixões aceleram
seu batimento.

FONTE: saúde! é vital

Química no cabelo durante gravidez faz crescer risco de bebê ter leucemia.

Estudo, feito pela Escola Nacional de Saúde Pública em parceria com o Instituto Nacional de Câncer, acompanhou 650 mães de todas as regiões do País, exceto o Norte; pesquisadores avaliaram substâncias existentes em 14 marcas de tintura e alisadores.O uso de tinturas ou alisadores de cabelo durante os três primeiros meses de gravidez aumenta em quase duas vezes o risco de o bebê desenvolver leucemia nos primeiros dois anos de vida. Embora seja considerada uma doença rara, a leucemia atinge cerca de 5% das crianças nessa idade.

Regiane Marques parou de tingir os cabelos quando engravidou de Rafaella. A conclusão é do primeiro estudo epidemiológico brasileiro que investigou o tema. O trabalho foi realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) por mais de dez anos. Ao menos por enquanto, os dados sugerem que as mulheres não devem pintar os cabelos durante a gravidez. O trabalho foi realizado em 15 centros de todas as regiões do País, exceto a Norte. Foram analisadas 650 mães: 231 com filhos diagnosticados com leucemia antes de 2 anos de idade e 419 mães controle sem filhos com câncer. Segundo o biólogo da ENSP Arnaldo Couto, autor do estudo, das 231 mulheres cujos filhos tiveram leucemia, 35 (ou 15,2%) usaram produtos químicos no cabelo no primeiro trimestre da gravidez. Entre as 419 mães controle, 41 (ou 9,8%) utilizaram tinturas no mesmo período. "O estudo mostrou que a doença não se manifestou ao acaso. Há uma associação significativa entre a exposição a tinturas e alisantes com o desenvolvimento de leucemia", diz Couto.

Maria do Socorro Pombo-de-Oliveira, chefe do Programa de Hematologia e Oncologia Pediátrica do Inca, que coordena o estudo, confirma a importância do achado e afirma ter ficado surpresa com os resultados. "É a primeira vez que um trabalho olha para essa direção. Mas, como se trata de uma doença rara, o número de casos precisa ser confirmado em análises experimentais posteriores", diz ela. O estudo. A partir do momento em que uma criança com menos de 2 anos era diagnosticada com leucemia em um dos centros parceiros, uma amostra de sangue seguia para o Inca para confirmação diagnóstica. Além de confirmar o tipo de leucemia - mieloide aguda (LMA) ou linfoide aguda (LLA) -, os pesquisadores realizavam a entrevista materna. A LLA é a mais comum das leucemias infantis - cerca de 75% dos casos (mais informações nesta pág.). Depois, uma equipe entrevistava cada uma dessas mães. O questionário incluía perguntas sobre hábitos de vida: alimentação, tabagismo, uso de álcool e medicamentos, exposição a agrotóxicos e tinturas. Para cada mãe com filho com leucemia, os pesquisadores entrevistavam duas mães controle - com um filho da mesma idade e sem a doença maligna.

As perguntas eram direcionadas para os três meses antes de a mulher engravidar, os três trimestres da gestação e os três primeiros meses após o parto. "A idéia era identificar fatores ambientais que poderiam ter influência no desenvolvimento das leucemias", explica Couto.
Compostos químicos. Os pesquisadores analisaram os compostos existentes em 14 marcas de tinturas e alisadores. Foram identificados 150 componentes - 32 deles potencialmente prejudiciais à saúde do bebê.
Com os dados em mãos, Couto calculou a estimativa de risco de a criança desenvolver leucemia por a mãe ter feito uso desses produtos. De acordo com o pesquisador, esse risco é 1,8 vez maior em mães expostas aos cosméticos do que entre aquelas que não haviam utilizado os produtos durante a gestação.
"É justamente no primeiro trimestre que o bebê está em formação. Nessa fase existe uma divisão celular intensa e constante. Uma das hipóteses é a de que as substâncias químicas alteram o DNA e modificam a informação genética da criança", diz Couto.
Segundo Maria do Socorro, o próximo passo é descobrir qual mecanismo levou a esses casos. Os compostos da família dos fenóis, que foram os mais associados ao aumento do risco, já estão sendo estudados pela equipe.

Fonte: ESTADÃO.COM.BR/Vida

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Deixe seu metabolismo a todo vapor no inverno

Veja os hábitos que aceleram o nosso metabolismo nessa estação

No inverno, nosso metabolismo trabalha mais devagar, por conta da baixa temperatura. O corpo reduz atividades como a quebra de gordura, o que dificulta a perda de peso.
Apesar da prática de atividade física ser o carro-chefe para acelerar de novo o metabolismo e gastar energia, muitas pessoas desanimam dos exercícios em dias frios. Mas o metabolismo também pode ser estimulado de diversas formas, inclusive fazendo uma das melhores coisas da vida: comer! Siga os conselhos dos especialistas e estimule o seu metabolismo para acelerar os resultados da dieta.
 
Magnésio no cardápio
O magnésio é um mineral importante que participa de quase todas as ações metabólicas. "Cerca de 300 sistemas enzimáticos dependem da presença de magnésio", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional.
Uma alimentação deficiente em magnésio não só deixa o metabolismo mais lento, como também pode favorecer o acúmulo de
gorduras e a má utilização das proteínas ingeridas.
Fontes de magnésio: castanhas, folhas verde-escuras, figo, beterraba, leite e derivados. 

 Coma mais potássio O potássio é um elemento que está presente em maior concentração nas células musculares e nervosas. Ele é responsável por manter o nosso corpo hidratado, pela contração muscular e pelo funcionamento cardíaco, além de participar da transmissão dos impulsos nervosos.
De acordo com a nutricionista Roseli Rossi, é por conta dessas funções que uma dieta pobre em potássio pode favorecer o mau funcionamento do metabolismo humano, provocando desordens endócrinas e metabólicas, como secreção reduzida de insulina, intolerância a
carboidratos, retardo no crescimento e síntese reduzida ou alterada dos hormônios aldosterona, que regula as quantidades de sódio e potássio em nosso sangue, e prostaglandinas, que tem função reprodutiva e de controle da pressão sanguínea, da função renal, da formação de trombos, dos processos inflamatórios, do fluxo sanguíneo e controle também de alguns processos patológicos.Fontes de potássio: banana, laranja, uva, kiwi, melão, maracujá.

 Gorduras boas para o organismo funcionar "As gorduras são fundamentais para o metabolismo porque retardam a digestão do carboidrato e permitem que a energia seja gasta de forma mais homogênea", afirma a nutricionista Roseli Rossi. Porém, é importante escolher o tipo certo de gordura, no caso, as insaturadas. Essas, sim, ajudam o metabolismo a funcionar melhor, além de limpar as artérias.São fontes de gordura insaturada: castanha-do-pará, castanha de caju, amêndoa, amendoim, nozes, pinhão, pistache, azeite de oliva extra virgem, abacate, semente de abóbora, gergelim e girassol.  

Proteínas e fibras
O nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, explica que esses dois nutrientes são campeões quando o assunto é manter o metabolismo funcionando. Pelo fato de gastarem mais energia para serem digeridos, fazem o metabolismo trabalhar mais. Além disso, os dois proporcionam uma maior sensação de
saciedade. No caso das fibras, prefira as fibras solúveis, pois são elas que auxiliam mais efetivamente no bom funcionamento do metabolismo.Fonte de proteínas: carnes, leite e derivados.
Fonte de Fibras solúveis: polpa de frutas e farelo de cereais 

Invista nas frutas secas Elas são ótimas fontes de energia e, por isso, ajudam a manter o metabolismo funcionando. Sem contar que, por darem mais energia, nos deixam mais animados para fazer tarefas do dia a dia e exercícios físicos, tão importantes para o bom funcionamento do metabolismo.
O ideal é consumi-las nos lanches da tarde ou antes da atividade física. Usá-las para incrementar as saladas e outros pratos quentes também é uma ótima pedida.


Aposte nos termogênicos Alimentos termogênicos são aqueles que têm o poder de aumentar a temperatura corporal, acelerando o metabolismo e aumentando a queima de gordura.
A nutricionista funcional Luciana Harfenist alerta para o fato de que crianças, gestantes e pessoas com cardiopatias, hipertensão, enxaqueca, úlcera e alergias não devem abusar desses alimentos, pois eles podem levar a aumento da pressão arterial, hipoglicemia, insônia, nervosismo e taquicardia.
Dentre os alimentos termogênicos, podemos destacar a pimenta vermelha, o chá verde e a canela.

Varie o cardápio Comer sempre a mesma coisa, além de ser muito chato e monótono, não ajuda em nada o seu metabolismo. Consumir a mesma quantidade de calorias todos os dias ou os mesmos alimentos nas refeições faz com que o seu corpo se acostume a receber aquela quantidade de energia, se acomodando.
"Introduzir alimentos sempre diferentes é necessário para contemplar maior riqueza de nutrientes, células com maior capacidade de gerar energia e, consequentemente, um metabolismo mais ativo", diz a nutricionista Roseli Rossi.


Coma de três em três horasSe você fica mais do que três horas sem comer nada, seu organismo começa a diminuir a velocidade de funcionamento para poupar energias e proteger funções vitais do seu corpo. Ou seja: o metabolismo fica mais lento. Por isso, é de extrema importância fazer pequenos lanches entre as refeições principais.

Coloque mais do que salada no prato Apesar de serem muito nutritivas e de baixa caloria, quando comemos apenas uma salada de folhas e mais nada no prato, estamos na verdade sabotando a refeição e freando nosso metabolismo. De acordo com o nutrólogo Celso Cukier, isso acontece por conta da baixa quantidade de substâncias a serem digeridas. "O ideal é fracionar as refeições e deixá-las balanceadas", completa.Por isso acrescente ao seu prato alimentos fonte de proteínas (frango, peixe, ovos), gorduras boas (azeite, castanhas, linhaça) e carboidratos complexos (aveia, torradas integrais). Eles deixarão sua refeição muito mais interessante e farão seu metabolismo trabalhar melhor

Mexa-se!Se você é da turma que morre de preguiça só de pensar em fazer exercícios no clima frio do inverno, saiba que qualquer atividade conta para acordar o seu metabolismo. Use as escadas, aposente o controle remoto e desça do ônibus ou estacione o carro um pouco mais longe do lugar que pretende ir. Ponha-se em movimento sempre que possível e colha os benefícios!

sábado, 16 de julho de 2011

11 benefícios da caminhada para o corpo e para a mente.



Esteira- Foto Getty  Image



Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é barata, pode ser feito praticamente a qualquer hora do dia, não tem restrição de idade e ainda pode ser feita dentro de casa se a pessoa tiver uma esteira. "Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana, explica o fisiologista do esporte Paulo Correia, da Unifesp. Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência. Aqui você encontra 11 benefícios que esse hábito pode fazer para você. Confira aqui e movimente-se: 
1.Melhora a circulação
Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque durante a prática do exercício, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.  
Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina a e oxigenação do corpo. "Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas", explica o fisiologista Paulo Correia. 
2.Deixa o pulmão mais eficiente
O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.
"A prática da caminhada, se aconselhada por um médico, pode ajudar também a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite. Em alguns casos mais simples, ela tem o mesmo efeito de um xarope bronco dilatador", explica. 
3. Combate a osteoporose
O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose. 
 "Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença", diz o fisiologista da Unifesp.
4. Afasta a depressão
Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.
Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. "Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando", explica Paulo Correia. 
5. Aumenta a sensação de bem-estar
Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.
Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.  
"Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento."
6. Deixa o cérebro mais saudável
Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. "Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumento a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros e olfativos", comenta Paulo Correia. 
Outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais. 
7. Diminui a sonolência
A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.
"Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte", completa o especialista da Unifesp. 
8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece
Esse talvez seja o benefício mais famoso da caminhada. "É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas", afirma Paulo Correia. 
E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular. 
A conclusão foi de que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários. Isso ocorre porque quem faz um treinamento intensivo de resistência, como é o caso da caminhada, tem um metabolismo mais acelerado. 
9. Controla a vontade de comer
Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária. 
Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade pela guloseima.
"Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida", afirma Paulo Correia.  
10. Protege contra derrames e infartos
Caminhada- Foto Getty ImageQuem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. "Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam", diz Paulo.
A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom.
 11. Diabetes
A insulina, substância que é responsável pela absorção de glicose pelas células do corpo, é produzida em maior quantidade durante a prática da caminhada, já que a atividade do pâncreas e do fígado são estimuladas durante a caminhada devido à maior circulação de sangue em todos os órgãos.
Outro ponto importante é que o treinamento aeróbico intenso produzido pela caminhada é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes. Assim fica comprovado que os exercícios têm ainda mais benefícios contra o mal do que se pensava anteriormente.
"Quanto maior a quantidade de insulina no sangue, maior a capacidade das células absorverem a glicose. Quando esse açúcar está circulando livremente no sangue, pode causar diabetes", explica o fisiologista da Unifesp. 

Fonte: Yahoo.