domingo, 3 de abril de 2011

ALIMENTAÇÃO CORRETA PARA QUEM AMAMENTA.

A ALIMETAÇÃO DA MULHER QUE AMAMENTA.
Existe uma arraigada de que existe leite materno “fraco”, que não é suficiente para alimentar o bebê – isso não passa de mito!
Quando a criança esta sendo amamentada normalmente e apresenta sintomas de desnutrição, isso não significa que o leite seja “fraco”. Mas a mãe que amamenta precisa de maior quantidade de alimentos e líquidos. Assim que preencher as deficiências de sua alimentação, vai produzir leite em quantidade e qualidade adequada ao bebê.
Não existe alimento proibido na amamentação. A mãe precisa manter uma alimentação sadia, com bastante leite, água e sucos, para estimular a produção de leite. Alguns bebês podem ser sensíveis a um determinado tipo de alimento que a mãe consome, então, é preciso vigiar a reação do bebê que pode apresentar alguma alergia, por exemplo.
É bom lembrar que durante a amamentação não se deve iniciar uma dieta, que pode comprometer a produção e a qualidade do leite e, conseguentemente, prejudicar a nutrição do bebê. Para produzir uma boa quantidade de leite, a mãe necessita de uma alimentação balanceada, com aproximadamente 2.500 calorias por dia, alem de muito liquido.
O ideal é optar por alimentos mais saudáveis, verduras, carnes, miúdos, legumes, feijão e arroz possuem os nutrientes e vitaminas de que precisa.
A família deve comprar e consumir os alimentos que são próprios da região e de cada época do ano, pois são mais baratos, frescos e nutritivos. As mães vegetarianas precisam se certificar de que estão consumindo vitaminas e minerais suficientes para alimentar a ela mesma e ao bebê. É mais seguro elaborar um cardápio adequado com a ajuda de um nutricionista, pois hábitos alimentares saudáveis não garantem por si que sejam ideais para a mulher que amamenta.

É superimportante, também, relaxar bastante durante a fase de amamentação, descansar o máximo possível durante os períodos de sono do bebê. Afazeres domésticos devem ficar a cargo de outras pessoas.
Remédios, álcool e cigarro não combinam com a amamentação. É necessário que a mãe abandone certos hábitos, pois substancias perigosas podem ser transferidas para o leite materno. É por isso que a amamentação é contraindicada para mães que sejam dependentes químicas.
Caso a família esteja com dificuldade para adquirir os alimentos, é preciso identificar na comunidade instituições que possam complementar a alimentação da mãe. O estado deve propiciar apoio alimentar a mãe que amamenta. Esta no estatuto da criança e do adolescente.

HÉRNIA DE DISCO

CUIDADO COM A COLUNA.
Hérnia de disco cresce entre os jovens adultos. Mudanças de hábito no ambiente de trabalho ajudam a evitar o problema.

A dor nas costas – que já atinge uma das pernas e era tratada com acumputura e analgésicos – fazia parte da rotina da carioca Daniele Costa há um ano quando ela sentiu as costas travar no fim de um dia de trabalho. No hospital, os exames revelaram quatro hérnias de disco. Como tratamento, repouso absoluto por uma semana e um remédio para combater a dor. “ não quis ir ao medico porque pensava que tudo estava controlado. Na verdade, não tinha tempo para me cuidar, até que fui obrigada a parar”, conta Daniela, que tem 34 anos e é diretora executiva da MCF, consultoria de negócios em São Paulo. Esse é um comportamento comum entre as pessoas que sofrem de hérnia de disco. A maioria se contenta com o alivio da dor e não trata o problema, que vem atingindo cada vez mais gente, principalmente os jovens.
Ao contrario do que muitos jovens pensam o mal não é exclusivo de pessoas mais velhas e vem crescendo sensivelmente em adultos de idade entre 20 e 35 anos. “ Nos últimos cinco anos, atendi cerca de 25% a mais de pessoas nessa faixa etária com esse quadro”, afirma o ortopedista Abdalla Skaf, do instituto Fleury Medicina e Saúde, em São Paulo. A má postura é uma das grandes vilãs por trás do problema, porque desgasta os discos entre as vértebras da coluna. Existem um disco a cada  duas vértebras.
Eles absorvem os choques e impactos e os distribuem pela coluna. A pressão sobre eles podem fazer com que o anel sobre o núcleo se rompa e seu conteúdo (gelatinosos, composto por água e proteínas) se desloque e comprima raízes nervosas da coluna, “Os mais atingidos são os dois últimos discos da coluna lombar”, diz o ortopedista.
Alem da má postura, freqüente no mundo corporativo, outras causas podem levar a hérnia, como a obesidade (10 quilos de sobrepeso aumentam em 25% o risco de hérnia de disco) e o sedentarismo.
“Se você não se alonga pelo menos três vezes por semana, aumenta em 15% a chance de hérnia”, alerta o reumatologista José Goldenberg, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e autor do livro Coluna: Ponto e virgula (Editora Ateneu). Por outro lado, também corre riscos quem pratica atividades físicas sem orientação e de forma exagerada. São particularmente perigosos os esportes de forte impacto ( como judô, caratê, ginástica olímpica, basquete e tênis) e os que provocam vibração e trepidação (a exemplo do motociclismo), “Tem gente que trabalha demais e não tem tempo pra se exercitar, daí quer compensar o sedentarismo no fim de semana. Como a coluna não esta preparada, sofre lesões que podem resultar em hérnia de disco” diz a medica Silva Wasserstein, professora da universidade de São Paulo (Unifesp) e fisiatra da clinica Calia, em São Paulo. Tem mais: o Tabagismo é responsável por certa de 5% dos casos de hérnia de disco. E os saltos altos, que muitas executivas usam diariamente, também podem contribuir para o problema.
SINAL DE ALERTA
Na maioria dos casos, o desprezo pela dor – aliviada com o analgésico – contribui para agravamento do quadro. O doente pode ser surpreendido por um travamento repentino da coluna ou por uma fisgada na perna ( no nervo ciático, geralmente). “O primeiro sintoma logo que isso acontece”, explica o ortopedista e cirurgião Délio Eulálio Martins Filho, da Unifesp. “Se não for tratada, essa dor pode irradiar para os braços, para as pernas e atingir o pé, alem de provocar fraqueza muscular, formigamento e dormência”.
Ficar atento a qualquer dor lombar é uma ótima maneira de evitar que a degeneração dos discos aumente. Mas em alguns casos a hérnia pode surgir repentinamente, em pessoas que nunca se queixaram das dores. “Cerca de 25% a 30% da população pode ter sofrido de hérnia de disco sem qualquer dor anterior”, afirma o reumatologista José Goldenberg. Por isso, preste atenção em outros fatores que recomendam avaliação medica periódica.
“O código genético é um alerta importante”, diz o ortopedista Tarcisio Eloy Barros, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. “ Se você tem parentes com esse histórico, tem propensão a problema de deformidades na coluna – como lordose, escoliose e cifose – também exige cuidados especiais.
O tratamento inicial da hérnia de disco prever repouso absoluto, medicação ( antiinflamatórios e analgésicos) e infiltrações, se necessário, alem de aplicação de bolsa de água quente. Quando a dor melhora, o paciente pode voltar às suas atividades usuais, desde que faça fisioterapia e alongamento e, se possível, RPG. O alongamento, a partir de então, deve ser adotado para o resto da vida. A cirurgia só é indicada quando não há melhora do quadro entre seis e oito semanas, ou quando o estado neurológico se complica. “ em mais de 95% dos casos, o problema tem cura com tratamento clínico”, diz  o reumatologista José Goldenberg. Mas o paciente precisa ser consciente de que o problema pode voltar caso ele não mude seus hábitos.
CORRER, AGORA, SÓ NO PARQUE
Depois do sofrimento pelo qual passou, a consultora Daniele Costa começou a se alongar e praticar natação. “ Foi a melhor coisa que fiz, nado três vezes por semana e não quero parar  nunca mais! Estou muito mais disposta.” No trabalho, a rotina também mudou. Ela não fica mais que 45 minutos sentada em frente do computador. Daniele admite que era workaholic antes de descobrir as hérnias. ‘ Sempre fui muito saudável, mas o trabalho foi aumentando e eu não tive mais tempo para relaxar ou fazer exercícios físicos. Quando fiquei de cama é que percebi o quanto era serio o que eu tinha feito comigo.” Ela conta que, num mês viajou muito e quase não mudou. No fim do mês, sentiu um desconforto na coluna que a fez lembrar as dores que sofreu por causa da hérnia. “ O pânico foi tão grande que voltei a nadar no mesmo dia.
PREVINA-SE
Alguns cuidados, no dia a dia profissional, ajudam a evitar a hérnia de disco. Confira as dias dos especialistas para proteger:

ü  Cadeira, mesa e acessórios devem garantir boa postura, apoiando coluna, pernas e braços. Todos devem permanecer em ângulo reto.
ü  Faça intervalos a cada 30 ou 45 minutos; levante, ande e alongue o corpo. Movimente-se! Isso interrompe a pressão que o corpo exerce sobre a coluna, evitando desgastes.
ü  Não cruze as pernas: os pés devem ficar bem apoiados no chão. Não sente na ponta da cadeira, nem com o corpo torto.
ü  Ao circular pela empresa, prefira usar a escada para ir de um andar a outro.
ü  Não faça movimentos que projetem a barriga para frente.
ü  Nada de saltos muitos altos para ir trabalhar. Eles sobrecarregam a coluna. O limite é de 4 centímetros.

Posição correta de sentar.
ü  Se você fala muito ao telefone e precisa executar outra tarefa ao mesmo tempo, tenha um headphone. Nada de apoiar o telefone no ombro, porque isso força o pescoço e a coluna.
ü  Não abaixe curvando as costas. Só dobre os joelhos.
ü  Cuidado com a postura ao abrir gavetas e também, ao carregar peso.
ü  Quando escovar os dentes ou conversar com alguém, nunca apóie o corpo todo numa só perna.
ü  O descontentamento com o ambiente de trabalho deixa qualquer um tenso, o que pode provocar dores nas costas ou agravar um quadro mais serio. Por isso, se possível, garanta boas condições físicas e emocionais no trabalho. E procure atividades para aliviar o estresse.

FONTE: você s/a

quinta-feira, 31 de março de 2011

SÍNDROME DE DOWN

Trissomia do Cromossomo 21
O que é?

A síndrome de Down é a forma mais freqüente de retardo mental causada por uma aberração cromossômica microscopicamente demonstrável. É caracterizada por história natural e aspectos fenotípicos bem definidos. É causada pela ocorrência de três (trissomia) cromossomos 21, na sua totalidade ou de uma porção fundamental dele.
Características Clínicas
A síndrome de Down, uma combinação específica de características fenotípicas que inclui retardo mental e uma face típica, é causada pela existência de três cromossomos 21 (um a mais do que o normal, trissomia do 21), uma das anormalidades cromossômicas mais comuns em nascidos vivos.
É sabido, há muito tempo, que o risco de ter uma criança com trissomia do 21 aumenta com a idade materna. Por exemplo, o risco de ter um recém-nascido com síndrome de Down, se a mãe tem 30 anos é de 1 em 1.000, se a mãe tiver 40 anos, o risco é de 9 em 1.000. Na população em geral, a freqüência da síndrome de Down é de 1 para cada 650 a 1.000 recém-nascidos vivos e cerca de 85% dos casos ocorre em mães com menos de 35 anos de idade.
As pessoas com síndrome de Down costumam ser menores e ter um desenvolvimento físico e mental mais lento que as pessoas sem a síndrome. A maior parte dessas pessoas tem retardo mental de leve a moderado; algumas não apresentam retardo e se situam entre as faixas limítrofes e médias baixa, outras ainda podem ter retardo mental severo.
Existe uma grande variação na capacidade mental e no progresso desenvolvimental das crianças com síndrome de Down. O desenvolvimento motor destas crianças também é mais lento. Enquanto as crianças sem síndrome costumam caminhar com 12 a 14 meses de idade, as crianças afetadas geralmente aprendem a andar com 15 a 36 meses. O desenvolvimento da linguagem também é bastante atrasado.
É importante frisar que um ambiente amoroso e estimulante, intervenção precoce e esforços integrados de educação irão sempre influenciar positivamente o desenvolvimento desta criança.
Embora as pessoas com síndrome de Down tenham características físicas específicas, geralmente elas têm mais semelhanças do que diferenças com a população em geral. As características físicas são importantes para o médico fazer o diagnóstico clínico; porém, a sua presença não tem nenhum outro significado. Nem sempre a criança com síndrome de Down apresenta todas as características; algumas podem ter somente umas poucas, enquanto outras podem mostrar a maioria dos sinais da síndrome.
Algumas das características físicas das crianças com síndrome de Down são:
 

achatamento da parte de trás da cabeça,
inclinação das fendas palpebrais,
pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos,
língua proeminente,
ponte nasal achatada,
orelhas ligeiramente menores,
boca pequena,
tônus muscular diminuído,
ligamentos soltos,
mãos e pés pequenos,
pele na nuca em excesso.

Aproximadamente cinqüenta por cento de todas as crianças com a síndrome têm uma linha que cruza a palma das mãos (linha simiesca), e há, freqüentemente, um espaço aumentado entre o primeiro e segundo dedos do pé. Freqüentemente estas crianças apresentam mal-formações congênitas maiores.

As principais são as do coração (30-40% em alguns estudos), especialmente canal atrioventricular, e as mal-formações do trato gastrointestinal, como estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal, e doença de Hirschsprung.
Alguns tipos de leucemia e a reação leucemóide têm incidência aumentada na síndrome de Down. Estimativas do risco relativo de leucemia têm variado de 10 a 20 vezes maior do que na população normal; em especial a leucemia megacariocítica aguda ocorre 200 a 400 vezes mais nas pessoas com síndrome de Down do que na população cromossomicamente normal. Reações leucemóides transitórias têm sido relatadas repetidamente no período neonatal.
Entre oitenta e noventa por cento das pessoas com síndrome de Down têm algum tipo de perda auditiva, geralmente do tipo de condução. Pacientes com síndrome de Down desenvolvem as características neuropatológicas da doença de Alzheimer em uma idade muito mais precoce do que indivíduos com Alzheimer e sem a trissomia do 21.
Citogenética
A maior parte dos indivíduos (95%) com trissomia do 21 tem três cópias livres do cromossomo 21; em aproximadamente 5% dos pacientes, uma cópia é translocada para outro cromossomo acrocêntrico, geralmente o 14, o 21 ou o 22. Em 2 a 4% dos casos com trissomia do 21 livre, há mosaicismo, isto é, uma linhagem de células com trissomia e uma linhagem de células normal na mesma pessoa.
Aconselhamento genético
Pais que têm uma criança com síndrome de Down têm um risco aumentado de ter outra criança com a síndrome em gravidezes futuras. É calculado que o risco de ter outra criança afetada é aproximadamente 1 em 100 na trissomia do 21 e no mosaicismo. Porém, se a criança tem síndrome de Down por translocação e se um dos pais é portador de translocação (o que ocorre em um terço dos casos), então o risco de recorrência aumenta sensivelmente. O risco real depende do tipo de translocação e se o portador da translocação é o pai ou a mãe.
Cuidados especiais
As crianças com síndrome de Down necessitam do mesmo tipo de cuidado clínico que qualquer outra criança. Contudo, há situações que exigem alguma atenção especial. 

FONTE: ABC DA SAÚDE.
 

quarta-feira, 30 de março de 2011

PAPANICOLAU.

ELE ESTÁ NA BERLINDA.

O principal teste para rastrear o câncer no colo do útero apresenta um índice de falsos negativos que pode chegar a mais de 60%.
Por isso os médicos alertam: Não adianta fazer exame cada 18 meses ou dois anos. Ele só vale se for repetido anualmente com disciplina ferrenha. Entenda por que.
Na visita anula ao ginecologista, não há mulher que saia do consultório sem o pedido de exame de papanicolau.
No entanto, ele esta sob uma saraivada  de criticas, disparadas por médicos que desconfiam de sua confiabilidade. Ora, ate seis em cada dez testes com resultado ok apresenta um falso negativo. Ou seja, afirma que esta tudo bem quando há uma lesão em andamento. “ Esses índices variam de local para local e dependem de fatores que vão desde a maneira como a amostra é coletada até a leitura do material”, explica Newton Sergio de Carvalho, presidente da Comissão Nacional Especializada em Trato Genital Inferior da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Criado em 1940 pelo medico grego George Papanicolau, radicado nos Estados unidos, o teste é simples. Consiste na raspagem para coletar células do colo do útero. Elas, então, são transferidas para uma lamina de vidro, e, em seguida, fixadas e colorizadas para analise ao microscópio. No entanto, dependendo da interpretação visual e pessoal do técnico que examina a amostra pelo equipamento, células defeituosas provenientes de um câncer podem passar despercebidas. “A tarefa de analisar as amostras é exatamente cansativa, o profissional gasta em torno de 15 minutos olhando para cada lamina. No final da jornada, a tendência é perder o foco e chegar a conclusões erradas”.
Para o médico brasileiro Eduardo L. Franco, diretor de oncologia da Divisão de Epidemiologia do Câncer da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, os índices de erro seriam aceitáveis se a mulher fizesse teste todos os anos. “Esse tipo de câncer tem uma progressão muito lenta. Se assumirmos que a taxa que é falsos negativos do papanicolau é de 50% e aplicarmos o exame em 100 pacientes com células malignas, descobriremos o tumor inicial em 50 delas, enquanto as outras 50 receberão um resultado falso negativo”, raciocina. “No outro ano, ao aplicarmos o teste de novo, detectaríamos 25 dos 50 casos que escaparam do diagnostico certeiro no exame anterior. No terceiro ano, ficariam com o resultado verdadeiro.” É uma estimativa fria e horrível quando se fala em câncer de colo uterino. Mas serve para dar uma lição, fazer um papanicolau hoje e só repetir o exame daqui a dois anos dar chance ao azar.


OS EXAMES DE PREVENÇÃO.
Conheça os pontos fortes e os fracos dos testes disponíveis para flagra o câncer uterino.
PAPANICOLAU – Consiste na raspagem e na coleta de células do colo do útero que serão analisadas ao microscópio para detecção de possíveis alterações morfológicas. Elas, por sua vez, indicaram um tumor. Quando o resultado é positivo, costuma-se pedir outros testes para afirmá-los. Na melhor das hipóteses a sensibilidade, ou capacidade de identificar mulheres que tem a doença, gira em torno de 74%. Isso conforme a qualidade serviço de saúde.
INSPEÇÃO VISUAL COM ÁCIDO ACÉTICO (VIA) – Durante o exame ginecológico aplica-se acido acético diluído – o popular vinagre – no colo do útero. Graças a uma reação, exposta à substancia, as células alteradas ficam esbranquiçadas, Isso pode ser visto a olho nu e, ainda, fica registrado em uma foto. Tem uma sensibilidade media de 84% segundo estudo publicado na revista americana Obstetrical and Gynaecological Review em 2003.
INSPEÇÃO VISUAL COM LUGOL (VILI) – Também chamada de teste de Schiller, consiste na aplicação de uma base de iodo no colo do útero. As células normais ficam com uma aparência amarronzada e as anormais, amareladas, indicando a presença de um tumor.
A sensibilidade gira em torno de 87,2% segundo estudo publicado em 2003 na revista americana Cancer Detection and Prevention.
CAPTURA HÍBRIDA – O teste, que usa princípios da biologia molecular, é capaz de identificar a presença do papiloma vírus humano (HPV) antes mesmo de a paciente apresentar qualquer sintoma da infecção que pode desencadear o câncer.
Muito sensível, flagra a infecção por HPV em quase 100% dos casos. A detecção do vírus, porem, não significa que a mulher vá desenvolver o câncer.

QUANDO FAZER O TESTE? “A cada dose meses desde a primeira relação sexual até os 65 anos,” responde Paulo Pnaud. Seu colega Gerk de Azevedo explica: “ o papanicolau faz o rastreamento de lesões cancerígenas, que não costumam produzir sinomas.ironicamente, a taxa de falso negativo pode ser ate maior em mulheres com cancer em fase mais avançada”. Mesmo assim, ainda mais em um país como o Brasil, não dá para abrir mão dele. Infelizmente, poucas mulheres suguem a orientação de repetir o teste uma vez por ano. “Há uma enorme parcela da população feminina que jamais se submete a ele”, lamenta Newton Sergio de Carvalho, da Febrasgo. Como o cancer avança lentamente, resultados falsos não devem ser motivo de desanimo, desde que o exame seja repetido sempre.
Médicos e autoridades da Organização Mundial da Saúde, a OMS, vêm buscando alternativas para minimizar o problema e melhorar o rastreamento do tumor cervical, outro nome para o câncer no colo do útero – que, diga-se, é o segundo que mais mata mulheres no mundo. Dados do Instituto Nacional de câncer (Inca) aponta que, ate o fim deste ano, 8 mil pacientes morrerão vitimas da doença.
“Pena, afinal ela é uma das poucas que seriam realmente reduzidas ao extremo com o programa de saúde publica e o exame preventivo anual”, diz Paulo Pnaud, coordenador do projeto Vacina HPV, Prevenção e Controle do Câncer de colo do útero do Hospital de Clinicas de Porto Alegre, no rio Grande do Sul.
UMA NOVA PROMESSA.
Autoridades de saúde americanas acreditam que a vacina contra HPV fará o papanicolau perder importância no longo prazo. Dois tipos de papaloma vírus humano, o 16 e o 18, são responsáveis por 70% dos tumores cervicais. “ Acreditasse que a vacina reduzira os casos de doença, mas isso só será confirmado com o passar dos anos”, opina Luis Gerk de Azevedo Quadros, da universidade federal de São Paulo, a Unifesp. Nem por isso tudo, fique bem entendido, as mulheres devem deixar de fazer o papanicolau regularmente. Como nenhum exame é 100% eficaz, a segurança vem da união de uma serie de medidas preventivas – entre elas, o teste que esta na berlinda.

FONTE DE PESQUISA: SAÚDE! é vital.

PORQUE A PELE DESCASCA DEPOIS DE TOMAR SOL?

Ao atravessarem a epiderme, a camada mais superficial da pele, os raios ultravioleta (UV) atingem as células basais, que estão sempre se dividindo para dar origem a novas unidades. Sem espaço para se acomodar, elas naturalmente sobem.
Em um efeito em cadeia, a radiação solar atinge o DNA das células basais, inibindo os genes que controlam sua divisão. Isso estimula ainda mais a multiplicação desenfreada.

O excesso de células, exposto aos raios solares, morre depressa de  desidratação. As unidades mortas, então, formam uma camada que logo descasca para abrir caminho a outras, novinhas em folha.

Fonte: REVISTA SAÚDE!