sábado, 17 de março de 2012

Gorduras que ajudam e prejudicam o coração.

Embora muitas vezes a gordura seja vista como vilã, ela 
também deve estar presente em uma alimentação saudável. 

A gordura é responsável pela produção de alguns hormônios e também pelo transporte de vitaminas lipossolúveis, como é o caso da Vitamina A (vital na manutenção de nossa visão), Vitamina D (essencial para absorção de cálcio e para a formação dos ossos), Vitamina E (protege as membranas de células dos danos de oxigenação) e K (ajuda na coagulação sanguínea).
Existem gorduras que fazem mal ao coração e aumentam o risco de problemas cardíacos. Por outro lado, alguns tipos de gordura ajudam a proteger nosso coração.
Para entender melhor, é fundamental conhecer um pouquinho sobre essas gorduras:

Colesterol está naturalmente presente no nosso sangue, é responsável pela produção de hormônios. No entanto, níveis muito altos de colesterol aumentam o risco de doença cardíaca. Como o colesterol é uma espécie de gordura, ou seja, não mistura com líquidos, o colesterol não se dissolve no sangue. Sendo assim, para cumprir suas funções é necessário se unir a certas proteínas, denominadas lipoproteínas, que conhecemos como HDL e LDL.

HDL é o "bom" colesterol: retira o excesso das gorduras da célula, devolve para o fígado, onde será eliminada via intestino.
LDL é o "mau" colesterol: ajuda as gorduras entrarem nas células, então a célula utiliza o que precisa, e o restante é acumulado nas paredes dos vasos sanguíneos, sob a forma de placas, prejudicando a circulação do sangue.

Os níveis ideais de colesterol no sangue são:

* Colesterol Total - abaixo de 200mg/dL de sangue
* HDL - acima de 35mg/dL de sangue
* LDL-abaixo de 130mg/dL de sangue

As gorduras que devem ser evitadas são as gorduras saturadas, que estão associadas ao aumento do LDL. Esse tipo de gordura está presente em alimentos de origem animal, sendo importante diminuir a ingestão de manteiga, leite integral, queijos gordurosos, frango com pele e carnes gordas. A gordura trans também deve ser evitada, já que é capaz de reduzir o bom colesterol e aumentar o mau colesterol. É encontrada em diversos alimentos industrializados como bolachas, balas, doces, gorduras hidrogenadas e algumas margarinas.
Também encontramos as gorduras boas, que são do tipo insaturada e estão divididas em dois grupos: monoinsaturada e poliinsaturada.

A gordura monoinsaturada, que pode ser encontrada em óleos vegetais, como o azeite de oliva, óleo de canola, também em oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas) e abacate ajuda a diminuir o LDL sem alterar o HDL, diminuindo a chance de formação de placas de gorduras nas coronárias.

Já as gorduras poliinsaturadas ajudam a diminuir os níveis de LDL e estão dividas em dois grupos principais: ácido alfa linoleico, que é conhecido como ômega-3 (encontrado principalmente nos vegetais verde-escuro e em óleos de peixe como salmão, bacalhau, cavala, atum) e ácido linoleico, conhecido como ômega 6 ( encontrado em óleos vegetais como de linhaça, canola, soja, milho, nozes, gergelim). É fundamental ingerir alimentos fontes de ômega 3 e 6, pois nosso organismo não os produz.
Como explicado anteriormente, a gordura deve sim fazer parte da nossa alimentação diária. Mas, para que seja fornecida de forma adequada é importante que a quantidade de gordura total de nossa alimentação represente de 25 a 35% do nosso valor energético total, sendo que os ácidos graxos monoinsaturados devem representar menos ou 20% dessa quantidade de gordura, os ácidos graxos polinsaturados menos ou igual a 10%, os ácidos graxos saturados menos ou igual a 7%, os ácidos graxos trans menos ou igual a 1% e o colesterol menos que 200 mg/dia.

Fonte: Minha vida (Dieta e saúde)

quinta-feira, 1 de março de 2012

O mau hálito e suas relações com as doenças bucais e sistêmicas

Cerca de 75% dos casos de halitose (mau hálito) têm sua origem em um problema bucal. Outras causas do mau hálito são os distúrbios gástricos, infecções nos seios [maxilares/paranasais] e doença gengival grave? ? afirma o Dr. Mark Wolff, Ph.D., diretor de Odontologia Operativa da State University of New York, em Stony Brook.
O sucesso do tratamento depende da determinação de sua causa. Tão logo o dentista determine a causa, o tratamento pode começar1.
O mau hálito pode ser causado por:
  • Fatores externos ? alimentos, como cebola e alho, e bebidas, como café e álcool, e o fumo;
  • Má higiene bucal ? quando a placa bacteriana e resíduos alimentares não são completamente removidos;
  • Enfermidade bucal ? gengivite e doença periodontal;
  • Próteses totais ? formação da placa e acúmulo de resíduos nas próteses, que precisam ser limpas diariamente;
  • Amígdalas ? as fendas (criptas) mais largas das amígdalas podem permitir que os resíduos se acumulem na área;
  • Infecções do aparelho respiratório ? garganta, seios [paranasais] e pulmões;
  • Boca seca (xerostomia) ? que pode ser causada por problemas nas glândulas salivares, medicamentos, respiração pela boca, radioterapia e quimioterapia;
  • Doenças sistêmicas? diabetes, doenças renais/hepáticas, pulmonares e dos seios [maxilares/paranasais], distúrbios gastrintestinais;

Qual a relação entre doença bucal e doença sistêmica?

Pesquisas recentes sugerem que há uma relação entre doenças bucais e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, infecções respiratórias, mal de Alzheimer) e outras enfermidades. Quando o tecido gengival se inflama dando origem à gengivite, mediadores inflamatórios chamados citocinas, presentes no tecido gengival, podem passar para a saliva e serem aspirados para dentro dos pulmões. As bactérias responsáveis pela periodontite também podem penetrar no sistema circulatório e deslocar-se até outras partes do corpo. As bactérias bucais podem causar infecções secundárias ou a inflamação de outros tecidos ou sistemas orgânicos do corpo (2).

Quem você deve consultar, se tiver mau hálito?

Se achar que a causa de seu mau hálito é a dieta alimentar, consulte um nutricionista. Ele poderá ajudá-lo a modificar sua dieta. Se o problema for má higiene bucal e você tiver gengivite, (inflamação da gengiva) ou periodontite (perda do osso que sustenta os dentes), consulte seu dentista e peça instruções sobre como melhorar a higiene bucal. Se o problema for infecção das amígdalas ou uma infecção respiratória, siga as recomendações de seu clínico geral ou de um especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou doenças do pulmão e trato respiratório (pneumologista). Nos Estados Unidos, a maioria das pessoas têm a sensação de boca seca devido a medicamentos, disfunção das glândulas salivares ou ao fato de estarem passando por tratamento de câncer com rádio ou quimioterapia. Por favor, consulte seu médico, cirurgião maxilofacial ou oncologista e siga as orientações que lhe derem sobre os produtos que podem aliviar os sintomas da boca seca. As pessoas que têm diabetes, problemas renais, hepáticos ou distúrbios gastrintestinais devem consultar um clínico geral, um urologista ou gastroenterologista para saber como reduzir o mau hálito. Entre em contato com seu dentista e peça informações sobre a especialidade médica indicada para resolver seu problema de mau hálito.

Fonte: Yahoo

Sono melhora com a idade, diz estudo

Pesquisa americana com mais de 150 mil adultos contraria a crença comum de que o sono pioraria com a idade

As consequências dos problemas do sono são menos percebidas pelos adultos mais velhos As consequências dos problemas do sono são menos percebidas pelos adultos mais velhos (Thinkstock)
A dificuldade para dormir pode não estar associada à idade, segundo pesquisa da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicada na edição de março da revista Sleep. Na verdade, a qualidade do sono parece melhorar ao longo da vida. Entre os participantes do estudo, os adultos na faixa dos 80 anos foram os que menos se queixaram.

 

 

Opinião do especialista

Dalva Poyares
Neurologista e coordenadora do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

"Já se sabe que os distúrbios do sono trazem menos consequências diurnas aos idosos do que aos jovens. Por exemplo, um idoso que sofre de insônia reclama menos do que um jovem com o mesmo problema. Isso acontece porque, com o envelhecimento, sofremos uma alteração da regulação do sono e da vigília. Essa alteração faz com que os idosos reclamem menos, porque as consequências dos distúrbios durante o dia são menores do que nos jovens.
Não significa que os idosos não possuem problemas em dormir, eles possuem, mas sentem menos. E como a pesquisa contou com entrevistas, ou seja, atingiu a percepção subjetiva do indivíduo, os resultados mostraram o que os participantes sentem, e não o que sofrem de verdade. Mas o estudo é importante, pois faz com que os médicos se atentem aos problemas de sono dos adultos mais velhos. Não é porque eles não reclamam que não sofrem."
Em pesquisa telefônica aleatória, 155.877 adultos de diversos estados dos EUA foram questionados sobre distúrbios do sono e cansaço diurno. Foram relatados ainda outros fatores, como tipo de pele, renda, educação, humor, saúde e data do último exame médico. Todos os dados foram analisados posteriormente pelos pesquisadores.

Problemas de saúde e depressão foram claramente associados ao sono ruim, e as mulheres de todas as idades relataram mais distúrbios do sono e cansaço do que os homens. Foi observado ainda um pequeno aumento de problemas em dormir durante a meia idade — mais por parte das mulheres do que pelos homens. Mas exceto isso, a qualidade do sono melhorou consistentemente ao longo da vida. Ou pelo menos foi assim que as pessoas relataram.

O maior número de reclamações veio por parte de jovens entre 18 e 24 anos. Cerca de 25% das mulheres e 18% dos homens dessa faixa etária afirmaram ter problemas para dormir. Já os entrevistados mais idosos — mulheres com mais de 80 anos e homens entre 70 e 74 anos — foram os que apresentaram menos queixas. Nessa faixa etária, 17% das mulheres e 15% dos homens reclamaram de algum distúrbio do sono.

Segundo Michael Grandner, coordenador da pesquisa, o objetivo inicial do estudo era confirmar, entrevistando um número grande de pessoas, que os problemas do sono estão associados à idade. Mas os resultados derrubaram a teoria e comprovaram que a dificuldade em dormir é menos percebida em adultos mais velhos. "Isso é uma resposta à prática clínica de ignorar as queixas de sono dos idosos, considerando ser parte normal do envelhecimento", diz Grandner.

Fonte: Revista veja

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Chupeta: usar ou não usar? Eis a questão!

A sucção nutritiva é uma função primordial para a sobrevivência do recém-nascido, pois é através da sucção que o bebê obtém seu alimento.
Como a natureza é sábia, e “Papai do Céu” também, o reflexo de sucção já está presente por volta da 18ª / 20ª semanas de vida intra-uterina.
A dúvida (usar ou não usar a chupeta) começa a existir quando “nós”, e em especial as mães, percebemos que além da função nutritiva, a sucção também é uma fonte de prazer. Como normalmente toda fonte de prazer gera estabilidade e relaxamento, as mães utilizam a sucção não nutritiva (uso da chupeta) na tentativa de deixar o bebê mais tranqüilo.
Contudo, o que observamos, é que, na maioria das vezes, a ansiedade, o nervosismo e a intranqüilidade é da mãe, que está com dificuldade de lidar com o choro do bebê, e por isso utiliza-se de tudo que estiver ao seu alcance (em geral a chupetinha) para que seu filho pare de chorar.
Para as mãezinhas que se enquadraram nesse perfil, peço que não se sintam culpadas, pois a sucção não nutritiva tem suas indicações clínicas. Bebês pré-termo (com menos de 37 semanas), hipotônicos e/ou que apresentem dificuldade para sugar seio materno, podem beneficiar-se do uso da chupeta, desde que esta seja ortodôntica e utilizada com o monitoramento de profissional habilitado para treino de motricidade oral.
Para os bebês nascidos de termo (37 a 40 semanas), que não apresentem dificuldade para amamentar, minha sugestão é que evitem o uso da chupeta, principalmente, nos primeiros dias de vida, pois o bebê poderá fazer confusão de bicos (seio materno x chupeta) e apresentar dificuldade para sugar seio materno.
Além disso, o uso da chupeta não ortodôntica, pode propiciar alterações da arcada dentária e consequentemente dificuldades na fala. É importante ressaltar que a sucção digital (dedo), também não nutritiva, é mais prejudicial para a arcada dentária e fala que a chupeta, portanto deve ser evitada.
Para as mamães que já “cairam” na tentação do uso da chupeta e/ou para as que estão propensas a “cair”, sugiro que ofereçam somente chupeta ortodôntica para que essa sua pretensa aliada não transforme-se em vilã.
Fonte: Guia do bebê, texto de Tania A . Lopes Cardoso

Gatos e grávidas: mitos e verdades

Embora a transmissão da toxoplasmose seja atribuída ao gato ela é transmitida mais frequentemente por outros meios e quem sofre é o bichano. Cuidados simples permitem a convivência entre gatos e gestantes sem prejuízos.

Durante a gestação, muitas proprietárias de gatos ficam com dúvidas sobre a segurança no convívio com esses animais. Algumas pessoas acreditam que os gatos transmitem doenças ao ser humano, e que o convívio desses pets com mulheres grávidas pode ser potencialmente perigoso. O maior receio é em relação a toxoplasmose.
Mulher grávida brincando com seu gato
A toxoplasmose é causada pelo protozoário parasita Toxoplasma gondii. O contágio pela toxoplasmose durante o período de gestação pode causar aborto, má formação fetal, sequelas neurológicas e problemas oculares.
Existe ainda o mito de que a toxoplasmose é a “doença do gato”, e esse pensamento equivocado é comum mesmo entre muitos médicos. No entanto, já é cientificamente comprovado as formas de contágio mais frequentes são:
  • Ingestão de carne contaminada mal cozida ou crua;
  • Ingestão de alimentos contaminados por faca ou utensílios que tiveram contato com carne crua contaminada;
  • Beber água contaminada pelo parasita toxoplasma;
  • Ingestão de frutas ou verduras que tiveram contato com terra contaminada e não foram devidamente higienizadas.
Os gatos podem transmitir a doença, mas para isso ocorrer eles  devem estar infectados. Isso ocorre ao comer roedores, passarinhos e outros animais contaminados. O parasita então é passado nas fezes do gato na forma de oocisto, que é microscópio e pode ser ingerido pelo ser humano em algumas situações:
  • Após limpar a caixa de fezes do gato;
  • Comer alguma coisa que entrou em contato com fezes de gato infectado com toxoplasma.
O gato que fica dentro de casa, sem o hábito de caçar, pode não estar infectado com a toxoplasmose. Um exame simples de sangue  no felino é suficiente para eliminar as dúvidas.
Algumas dicas para evitar a contaminação:
  • Lavar as mãos após o contato com carne crua; 
  • Lavar pias, tábuas de carne e outros utensílios; 
  • A carne deve ser cozida para o consumo;
  • Lavar bem as frutas e verduras; 
  • Limpar diariamente a caixa sanitária do gato, pois assim as fezes são removidas antes que os “ovos” possam se tornar contaminantes. As mulheres grávidas devem evitar essa tarefa, ou utilizar luvas e depois lavar bem as mãos;
  • Não alimentar os gatos com carne crua, vísceras ou ossos e não permitir que saiam de casa para que evitem o hábito da caça; 
  • Combater vetores, como insetos, por exemplo.
O convívio com animais é muito benéfico para nós, em todas as fases da vida. De forma segura e saudável, essa relação nos proporcionará momentos de felicidade. Por isso, tomando os devidos cuidados, não há necessidade alguma de se privar do convívio com os bichanos durante a gravidez.

 Fonte: Guia do bebê, texto de Caroline Serratto
Zootecnista, escritora e adestradora